Defesa de direitos
Mateus 22
22 Jesus lhes falou novamente por parábolas, dizendo: 2 “O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho. 3 Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem; mas eles não quiseram vir. 4 “De novo enviou outros servos e disse: ‘Digam aos que foram convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento!’Nossos direitos
comPARTILHE
O discernimento de Paulo a respeito de quando abrir mão de seus direitos e quando usá-los estendeu-se ao seu trabalho missionário. Em uma situação com a igreja de Corinto em particular, Paulo escolheu abrir mão de seu direito de pedir ajuda financeira à igreja porque algumas pessoas questionavam suas motivações, imaginando se ele pregava para seu próprio ganho financeiro (1Co 9:1-14).
Essa, claro, era uma acusação absurda, pois Paulo frequentemente trabalhava como fabricante de tendas para se sustentar (At 18:3), mas ele sabia que apenas contestar verbalmente essa fofoca não seria suficiente. Então optou por não pedir salários às igrejas para que nenhum boato falso fosse um “obstáculo ao evangelho de Cristo” (1Co 9:12).
Paulo pediu aos cristãos de Corinto que seguissem seu exemplo, priorizando o bem-estar dos outros acima de seus próprios direitos (1Co 11:1). Em certo momento, ele argumentou que, embora soubessem que os ídolos não têm poder algum, os membros da igreja não deveriam ingerir nenhum alimento oferecido aos ídolos para evitar confundir outros cristãos (especialmente os novos) e, assim, atrapalhar seu trabalho missionário (1Co 10:28, 29). Paulo valorizava direitos, privilégios e liberdades, mas valorizava mais ainda a salvação das pessoas, e essa é a essência de seu ensino.
Sempre que Paulo tomava uma decisão, ele estava mais preocupado com o impacto final que sua escolha teria sobre os outros do que com a preservação de seus próprios direitos. Os cristãos devem defender seus direitos apenas quando essa postura beneficia os outros ou protege seu serviço a Deus, nunca à custa de causar prejuízo a quem quer que seja. Conhecer a motivação mais profunda de Paulo explica por que às vezes ele se rendeu e permitiu que seus direitos fossem violados e outras vezes os defendeu vigorosamente.
Jesus deu um exemplo semelhante quando se tratava de Se defender. Embora Ele tenha permanecido em silêncio durante a maior parte de Seu julgamento (Is 53:7; Mc 15:5), certamente não ficou em silêncio durante Seu ministério. João 5:19-47 registra uma defesa bastante ampla de Sua obra divina, e em Mateus 22 vemos em detalhes as respostas francas de Jesus ao enfrentar as perguntas minuciosas dos fariseus e herodianos.
Versículos bíblicos
NVI-PT
