Defesa de direitos
A natureza da comissão
comSENSO
“Os apóstolos sofreram extrema tortura por causa da dolorosa posição em que foram postos, mas não reclamaram. Em vez disso, nas densas trevas e na desolação do calabouço, encorajavam um ao outro com palavras de oração, e cantavam louvores a Deus por terem sido considerados dignos de sofrer por Sua causa. O coração deles foi animado por um amor fervoroso e profundo por seu Redentor. Paulo se lembrava da perseguição movida contra os discípulos de Cristo, da qual ele havia sido instrumento, e se alegrou por seus olhos terem sido abertos para ver, e seu coração para sentir, o poder das gloriosas verdades que uma vez desprezara” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 136, 137).
“A severidade com que o carcereiro tratara os apóstolos não havia despertado neles ressentimento. Paulo e Silas tinham o Espírito de Cristo e não o de vingança. No coração deles, repleto do amor do Salvador, não havia lugar para a maldade contra seus perseguidores” (ibid., p. 138).
“Quando Paulo visitou Corinto pela primeira vez, encontrou-se entre um povo que desconfiava das intenções dos estrangeiros. Os gregos do litoral eram negociantes perspicazes e por tão longo tempo haviam se dedicado à prática de negócios condenáveis que chegaram a crer que a religião era um meio de enriquecer e que conseguir dinheiro, quer por meios lícitos ou ilícitos, era louvável. Paulo estava familiarizado com suas características e não queria dar oportunidade de dizerem que ele pregava o evangelho para enriquecer. Ele podia, com justiça, exigir sustento da parte de seus ouvintes coríntios, mas estava disposto a renunciar a esse direito, com receio de que sua utilidade e sucesso como pastor fossem prejudicados pela suspeita injusta de ele estar pregando o evangelho para ganhar dinheiro. Procurava remover tudo o que pudesse dar origem a mal entendidos, para que a força de sua mensagem não ficasse comprometida” (ibid., p. 222, 223).
“Se formos levados aos tribunais, deveremos abrir mão de nossos direitos, a menos que isso nos coloque em conflito com Deus. Não estamos pleiteando nossos direitos, mas o direito de Deus ao nosso serviço” (Ellen G. White, Eventos Finais [CPB, 2021], p. 91).
“Reis, governadores e pessoas importantes ouvirão sobre vocês por intermédio do testemunho daqueles que são seus adversários, e sua fé e seu caráter serão deturpados diante deles. Mas aqueles que são falsamente acusados terão oportunidade de ir à presença de seus acusadores a fim de responder por si mesmos. Terão o privilégio de levar a luz diante daqueles que são chamados os grandes da Terra, e, se tiverem estudado a Bíblia, se estiverem preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que pedir uma razão da esperança que há em vocês, seus inimigos não serão capazes de contradizer sua sabedoria” (Ellen G. White, Evangelismo [CPB, 2023], p. 389).
Discuta em classe
Por que Festo e Agripa desejavam libertar Paulo?
Por que eles não libertaram Paulo?
Por que Paulo apelou para César?
O que motivou Paulo a defender seus direitos em alguns contextos?
O que o motivou a abrir mão de seus direitos em outros contextos?
