Separação Igreja/Estado
João 18:36
36 Disse Jesus: “O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas agora o meu Reino não é daqui”.Separando Igreja e Estado
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Ao adotarmos as distinções que Jesus fez em Mateus 22:18-21, juntamente com o comentário inspirado de Romanos 13:1-10, podemos ver que Jesus estabelece um muro que separa igreja e Estado. O governo pode usar instrumentos de força para proteger as relações entre as pessoas, garantir os direitos individuais, suprimir o mal e manter a ordem: “Pois a autoridade é ministro de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar quem pratica o mal” (Rm 13:4).
No entanto, embora a espada seja uma ferramenta legítima do Estado, Jesus declarou que armas são proibidas para a Igreja do Novo Testamento: “O Meu Reino não é deste mundo. Se o Meu Reino fosse deste mundo, os Meus ministros se empenhariam por Mim, para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas agora o Meu Reino não é daqui” (Jo 18:36). De acordo com Jesus, a diferença clara entre os métodos que a igreja usa para cumprir sua missão e aqueles usados pelo Estado deve ser um indicador bastante claro de onde está a linha que separa igreja e Estado.
À medida que a Reforma Protestante redescobriu a Bíblia, o evangelho e o Salvador, não é de se admirar que a separação das duas áreas estabelecidas nos ensinos de Cristo tenha sido restabelecida.
Continuando o trabalho daqueles que nos precederam, nossa missão inclui tanto proclamar a verdade quanto defender a liberdade religiosa. Ellen White disse: “A bandeira da verdade e da liberdade religiosa levantada pelos fundadores da igreja cristã e pelas testemunhas de Deus durante os séculos decorridos desde então foi entregue em nossas mãos neste último conflito. [...] Temos de receber essa Palavra como autoridade suprema. Devemos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus e ensinar obediência a ele como um dever sagrado, dentro de sua legítima esfera. No entanto, quando suas exigências se chocam com as reivindicações divinas, temos que obedecer a Deus, e não aos homens. Sua Palavra precisa ser reconhecida como estando acima de toda legislação humana” (Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], p. 44).
Versículos bíblicos
NVI-PT
