29/01/2024
Liberadade: Um conceito sob constante ameaça pela união político-religiosa

Separação Igreja/Estado

2Segunda-feira

Questões de consciência

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Os ensinos dos reformadores sobre as Escrituras e a justificação pela fé levaram a uma nova era de liberdade religiosa. Aqueles que acreditavam que a Bíblia era a autoridade espiritual suprema negaram o direito dos governantes de coagir a consciência das pessoas. Ao testemunhar diante da Dieta de Worms em 1521, Martinho Lutero concluiu sua defesa dizendo: “A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro raciocínio [...], não posso me retratar e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; que Deus me ajude. Amém” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 134, 135; grifo no original). A brecha entre a Igreja e o Estado havia sido criada. Diante da maior assembleia do império, Martinho Lutero havia negado o suposto direito do Estado de controlar questões de consciência.

O imperador Carlos V estava determinado a aniquilar essa rebelião e defender a autoridade eclesiástica de Roma. A morte de Lutero parecia certa, mas o eleitor da Saxônia, que acreditava na estipulação da lei de que todos tivessem um julgamento justo, conseguiu salvar sua vida, raptando-o da estrada de Wittenberg e entregando-o secretamente em segurança no Castelo de Wartburg, a cerca de 200 quilômetros de distância.

Quase um ano depois, quando Lutero retornou publicamente a Wittenberg, Carlos V se envolveu em várias guerras para continuar dedicando recursos para erradicar o movimento da Reforma. Nesse período, vários dos príncipes da Alemanha começaram a estudar os ensinamentos de Lutero sobre as Escrituras e os aceitaram.

Quando o imperador convocou a Segunda Dieta de Espira, em 1529, com o propósito de proibir os ensinos luteranos, os príncipes arriscaram a vida, mantendo-se firmes nas mesmas convicções que Lutero havia articulado em Worms oito anos antes: “Em assuntos de consciência, a maioria não tem poder” (White, O Grande Conflito, p. 170). Eles não aceitaram nada que limitasse a liberdade do povo de publicar e ensinar a Palavra de Deus.

Mergulhe + fundo

Leia, de Ellen G. White, O Grande Conflito, capítulo 8: “O poder triunfante da verdade”.

Versículos bíblicos

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