O coração endurecido
Jonas 3:1-4
1 A palavra do Senhor veio a Jonas pela segunda vez com esta ordem: 2 “Vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela a mensagem que eu lhe darei”. 3 Jonas obedeceu à palavra do Senhor e foi para Nínive. Era uma cidade muito grande; sendo necessários três dias para percorrê-la.Sou livre?
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As Escrituras hebraicas já haviam profetizado que o Messias seria traído. O Salmo 41:9 declara: “Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.”
Durante a última ceia, Cristo afirmou: “Em verdade, em verdade lhes digo que um de vocês vai Me trair” (Jo 13:21). Com as ações de Judas claramente profetizadas, surge uma pergunta crucial: onde entra o livre-arbítrio nessa história trágica? Judas estava predestinado a trair Jesus?
Para entender como Jesus e os profetas do Antigo Testamento sabiam o que Judas faria, é essencial observar como o Salvador o tratou até o momento em que, conforme as Escrituras, Satanás entrou nele (Lc 22:3). O evangelho de João indica que Judas estava sentado próximo a Jesus, já que o Mestre lhe ofereceu pessoalmente um pedaço de pão. Na cultura judaica, entregar comida diretamente a alguém era um gesto de profundo amor e proximidade. Mesmo hoje, em várias culturas, é comum os noivos oferecerem um ao outro um pedaço do bolo de casamento como símbolo de afeto. Quando Jesus entregou o pão a Judas, Ele estava, portanto, demonstrando Seu amor e amizade.
O que Jesus disse sobre a traição de Judas não foi uma sentença de predestinação, mas um último apelo ao arrependimento — algo comparável à pregação de Jonas aos ninivitas (Jn 3:1-4). Se o destino de Judas estivesse selado, por que Jesus lhe daria uma oportunidade de mudar sua escolha? Isso mostra que as profecias do Antigo Testamento e as palavras de Jesus não forçaram Judas a agir como agiu. Naquele gesto de oferecer o pão, Jesus fez um apelo claro para que Judas reconsiderasse. Ainda assim, o discípulo rejeitou essa chance por livre vontade, deixando claro que o conhecimento prévio de Deus sobre nossas escolhas não significa que Ele nos force a tomá-las.
As histórias de Judas e do faraó nos ensinam sobre a relevância de nossas respostas aos convites de Deus. Cada vez que rejeitamos o chamado divino, tornamo-nos mais propensos a rejeitá- lo novamente. Por outro lado, cada vez que respondemos positivamente, fortalecemos nossa capacidade de fazer escolhas corretas e caminhar na direção da vontade de Deus.
Pense
No que diz respeito a Judas, o que você entende da interação entre a onisciência de Deus e o livre-arbítrio?
Versículos bíblicos
NVI-PT
