O coração endurecido
Malaquias 1:2-3
2 “Eu sempre os amei”, diz o Senhor. “Mas vocês perguntam: ‘De que maneira nos amaste?’ “Não era Esaú irmão de Jacó?”, declara o Senhor. “Todavia eu amei Jacó, 3 mas rejeitei Esaú. Transformei suas montanhas em terra devastada e as terras de sua herança em morada de chacais do deserto.”Sobre o livre-arbítrio
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As questões sobre o livre-arbítrio levantadas pelo endurecimento do coração do faraó recebem atenção na carta de Paulo aos Romanos, em que ele desenvolve seu argumento sobre o conhecimento e o controle divino das ações humanas. Ele começa lembrando os leitores de como Deus disse a Rebeca, a respeito dos gêmeos que ela carregava: “O mais velho será servo do mais moço.” E complementa: “Amei Jacó, porém desprezei Esaú” (Rm 9:12, 13).
Antecipando a possibilidade de que seus leitores interpretassem erroneamente essas afirmações, Paulo sustenta sua fala citando o livro de Êxodo 33:19: “Terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia e terei compaixão de quem Eu tiver compaixão” (Rm 9:15). Aqui, Paulo enfatiza que Deus está acima de todos, reservando para Si mesmo a prerrogativa exclusiva de decidir como exercer Sua misericórdia e compaixão.
Ao mencionar Jacó e Esaú, o apóstolo cita dois textos do Antigo Testamento: Gênesis 25:23 (um dos primeiros livros bíblicos a serem escritos) e Malaquias 1:2 e 3 (um dos últimos profetas do Antigo Testamento). Esses textos estão separados por cerca de mil anos. Paulo sabia disso, mas muitos leitores modernos não percebem. Ao estudar a história do Antigo Testamento, fica claro que a declaração de Deus sobre desprezar Esaú veio após séculos em que seus descendentes, os edomitas, agiram como inimigos — e não como irmãos — de Jacó e dos israelitas.
Além disso, é essencial lembrar que o faraó já estava decidido a rejeitar a ordem de Deus de libertar Israel.
O Senhor endureceu o coração do faraó apenas depois de ele ter mostrado repetidamente que não se humilharia nem amoleceria o coração, independentemente das circunstâncias — mesmo diante da possível destruição de sua família e da própria nação.
A narrativa de Êxodo ajuda a lançar luz sobre o argumento de Paulo em Romanos. O apóstolo buscava demonstrar que nada nas interações de Deus com a humanidade é acidental ou está fora de Seu conhecimento e controle. No entanto, quando os escritores bíblicos afirmam a soberania de Deus, isso não invalida o livre-arbítrio humano de responder ao chamado divino.
Se Deus conhece o futuro, até que ponto você acredita que Ele o controla?
Versículos bíblicos
NVI-PT
