Coalizão contra Cristo
Lucas 23:23-25
23 Eles, porém, pediam insistentemente, com fortes gritos, que ele fosse crucificado; e a gritaria prevaleceu. 24 Então Pilatos decidiu fazer a vontade deles. 25 Libertou o homem que havia sido lançado na prisão por insurreição e assassinato, aquele que eles haviam pedido, e entregou Jesus à vontade deles.Igreja e Estado X Cristo
comPREENDA
A história da cruz e os julgamentos que a precederam revelam não apenas o amor, o sacrifício e o compromisso de Jesus, mas também as táticas que o inimigo usa. Jesus disse aos Seus discípulos o que enfrentaria antes de Seus julgamentos começarem, para que soubessem o que esperar de suas próprias perseguições (Jo 15:18-20).
Os inimigos de Jesus apresentaram três acusações: Ele havia desviado a nação, proibido Seus seguidores de pagar impostos a Roma e afirmado ser Cristo, um Rei (Lc 23:2). As duas primeiras acusações eram falsas, a terceira era verdadeira e todas as três envolviam política. Eles precisaram fazer Jesus parecer um transgressor político para garantir a condenação da autoridade civil. Pilatos, o governador romano que presidia a Judeia, acreditava desde o início que Jesus era inocente (v. 4, 14, 15, 20, 22). Ele percebeu as bases equivocadas das acusações dos judeus, bem como suas motivações invejosas (Mc 15:10). Pilatos desejava que outra pessoa assumisse o caso, mas no fim das contas não conseguiu fugir de sua responsabilidade (Lc 23:6-12; Jo 18:31). Ele não queria julgar questões religiosas, mas os judeus não tinham autoridade legal para matar Jesus sem o consentimento de Roma e, por isso, foram tão persistentes (Jo 18:31).
Pilatos tinha medo de ir contra as exigências da multidão e perder o favor dos líderes religiosos (Mc 15:15). Ele também estava preocupado com sua própria posição em relação a Roma, porque os judeus ameaçaram acusá-lo oficialmente de sedição (Jo 19:12-16). Enquanto calculava as consequências, Pilatos finalmente cedeu às exigências deles, escolhendo sacrificar sua integridade por causa de popularidade e posição. Ele sabia que essa situação obscurecia a linha entre religião e Estado. Se Pilatos tivesse respeitado essa separação, não teria aprovado a morte de Jesus (Lc 23:22).
Milhares de anos de história da Igreja têm mostrado que as perseguições mais intensas seguem o mesmo padrão de mesclar religião e Estado. Em poucas palavras, Pilatos concordou em fazer do estado o braço perseguidor do poder religioso quando consentiu na execução de Cristo (Lc 23:23-25). A união dessas duas áreas garantiu a sentença de morte de nosso Senhor, e sabemos que estará em jogo mais uma vez nos últimos dias da história.
Como os líderes religiosos conseguiram controlar o poder secular (Pilatos) durante o julgamento de Jesus?
Versículos bíblicos
NVI-PT
