06/02/2024
Liberadade: Um conceito sob constante ameaça pela união político-religiosa

Coalizão contra Cristo

3Terça-feira

Lucas 23:23-25

23 Eles, porém, pediam insistentemente, com fortes gritos, que ele fosse crucificado; e a gritaria prevaleceu. 24 Então Pilatos decidiu fazer a vontade deles. 25 Libertou o homem que havia sido lançado na prisão por insurreição e assassinato, aquele que eles haviam pedido, e entregou Jesus à vontade deles.

Igreja e Estado X Cristo

comPREENDA

A história da cruz e os julgamentos que a precederam revelam não apenas o amor, o sacrifício e o compromisso de Jesus, mas também as táticas que o inimigo usa. Jesus disse aos Seus discípulos o que enfrentaria antes de Seus julgamentos começarem, para que soubessem o que esperar de suas próprias perseguições (Jo 15:18-20).

Os inimigos de Jesus apresentaram três acusações: Ele havia desviado a nação, proibido Seus seguidores de pagar impostos a Roma e afirmado ser Cristo, um Rei (Lc 23:2). As duas primeiras acusações eram falsas, a terceira era verdadeira e todas as três envolviam política. Eles precisaram fazer Jesus parecer um transgressor político para garantir a condenação da autoridade civil. Pilatos, o governador romano que presidia a Judeia, acreditava desde o início que Jesus era inocente (v. 4, 14, 15, 20, 22). Ele percebeu as bases equivocadas das acusações dos judeus, bem como suas motivações invejosas (Mc 15:10). Pilatos desejava que outra pessoa assumisse o caso, mas no fim das contas não conseguiu fugir de sua responsabilidade (Lc 23:6-12; Jo 18:31). Ele não queria julgar questões religiosas, mas os judeus não tinham autoridade legal para matar Jesus sem o consentimento de Roma e, por isso, foram tão persistentes (Jo 18:31).

Pilatos tinha medo de ir contra as exigências da multidão e perder o favor dos líderes religiosos (Mc 15:15). Ele também estava preocupado com sua própria posição em relação a Roma, porque os judeus ameaçaram acusá-lo oficialmente de sedição (Jo 19:12-16). Enquanto calculava as consequências, Pilatos finalmente cedeu às exigências deles, escolhendo sacrificar sua integridade por causa de popularidade e posição. Ele sabia que essa situação obscurecia a linha entre religião e Estado. Se Pilatos tivesse respeitado essa separação, não teria aprovado a morte de Jesus (Lc 23:22).

Milhares de anos de história da Igreja têm mostrado que as perseguições mais intensas seguem o mesmo padrão de mesclar religião e Estado. Em poucas palavras, Pilatos concordou em fazer do estado o braço perseguidor do poder religioso quando consentiu na execução de Cristo (Lc 23:23-25). A união dessas duas áreas garantiu a sentença de morte de nosso Senhor, e sabemos que estará em jogo mais uma vez nos últimos dias da história.

Como os líderes religiosos conseguiram controlar o poder secular (Pilatos) durante o julgamento de Jesus?

Versículos bíblicos

NVI-PT

Lucas 23:23-25 23 Eles, porém, pediam insistentemente, com fortes gritos, que ele fosse crucificado; e a gritaria prevaleceu. 24 Então Pilatos decidiu fazer a vontade deles. 25 Libertou o homem que havia sido lançado na prisão por insurreição e assassinato, aquele que eles haviam pedido, e entregou Jesus à vontade deles.
Lucas 23:22 22 Pela terceira vez ele lhes falou: “Por quê? Que crime este homem cometeu? Não encontrei nele nada digno de morte. Vou mandar castigá-lo e depois o soltarei”.
João 19:12-1612 Daí em diante Pilatos procurou libertar Jesus, mas os judeus gritavam: “Se deixares esse homem livre, não és amigo de César. Quem se diz rei opõe-se a César”. 13 Ao ouvir isso, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se na cadeira de juiz, num lugar conhecido como Pavimento de Pedra (que em aramaico é Gábata). 14 Era o Dia da Preparação na semana da Páscoa, por volta do meio-dia“Eis o rei de vocês”, disse Pilatos aos judeus.
Marcos 15:15 15 Desejando agradar a multidão, Pilatos soltou-lhes Barrabás, mandou açoitar Jesus e o entregou para ser crucificado.
João 18:31 31 Pilatos disse: “Levem-no e julguem-no conforme a lei de vocês”.“Mas nós não temos o direito de executar ninguém”, protestaram os judeus.
Lucas 23:6-12; João 18:316 Ouvindo isso, Pilatos perguntou se Jesus era galileu. 7 Quando ficou sabendo que ele era da jurisdição de Herodes, enviou-o a Herodes, que também estava em Jerusalém naqueles dias. 8 Quando Herodes viu Jesus, ficou muito alegre, porque havia muito tempo queria vê-lo. Pelo que ouvira falar dele, esperava vê-lo realizar algum milagre.
Marcos 15:10 10 sabendo que fora por inveja que os chefes dos sacerdotes lhe haviam entregado Jesus.
Lucas 23:2 2 E começaram a acusá-lo, dizendo: “Encontramos este homem subvertendo a nossa nação. Ele proíbe o pagamento de imposto a César e se declara ele próprio o Cristo, um rei”.
João 15:18-20 18 “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes me odiou. 19 Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. 20 Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: Nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês.

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