A hora chegou
João 7:51
51 “A nossa lei condena alguém, sem primeiro ouvi-lo para saber o que ele está fazendo?”Perante os sacerdotes
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Depois que os guardas prenderam Jesus, eles O levaram até Anás, que era sogro de Caifás, sumo sacerdote naquele ano (Jo 18:13). Anás já havia servido como sumo sacerdote, mas como não ocupava mais esse cargo, não tinha legitimidade legal no processo. Seu papel era interrogar Jesus antes de enviá-Lo a Caifás. Depois de fazer uma ligação entre os dois sumos sacerdotes, João observa que Caifás havia dito que Cristo deveria morrer pelo bem da nação (Jo 18:14).
Quando Jesus foi levado para o pátio, dois discípulos O seguiram logo atrás. Aparentemente, os membros da família de Anás conheciam João, seja por ligação com a família dele, seja pela fama que ele teria como discípulo de Jesus. João solicitou que Pedro fosse autorizado a entrar, e os dois homens entraram (Jo 18:15, 16). Enquanto Jesus respondia aos acusadores, Pedro se aquecia junto ao fogo junto com a multidão. A empregada que era encarregada da porta perguntou a Pedro se ele era um dos discípulos de Jesus.
Pedro respondeu: “Não sou” (Jo 18:17, NVI). Essas palavras são diretamente o oposto da declaração de Jesus, “Sou Eu” (v. 5, 8) – ou “Eu sou”. Jesus admitiu sem hesitação quem era, sabendo aonde isso O levaria. Pedro, por outro lado, recusou-se a afirmar que seguia Cristo. Apenas algumas horas antes, o discípulo estava pronto para morrer com Cristo, mas agora se juntava aos inimigos Dele quando se deparou com uma simples pergunta. Pedro então desaparece da narrativa, assim como Judas.
O julgamento de Jesus foi ilegal por contrariar várias leis judaicas. Os julgamentos nunca deveriam ser realizados em dias de festas religiosas, e aquele ocorreu durante a Páscoa (Jo 18:28). Além disso, só deveriam ser realizados durante o dia, e isso aconteceu à noite (Mt 26:34). Todo o interrogatório de Anás, que não tinha autoridade, e o espancamento de Jesus também foram claras violações da lei.
Todas as medidas de proteção para o acusado, estipuladas pela lei judaica, foram desconsideradas. Nesse caso, as autoridades já tinham decidido que Jesus devia morrer – mesmo quando confrontados com o apelo de Nicodemos por um julgamento justo (Jo 7:51). Por isso, não tiveram escrúpulos em realizar um julgamento que era nitidamente ilegal.
Como Jesus respondeu às injustiças que sofreu?
Versículos bíblicos
NVI-PT
