11/12/2024
O verbo: Vida e obra de Jesus no Evangelho de João

A hora chegou

4Quarta-feira

João 7:51

51 “A nossa lei condena alguém, sem primeiro ouvi-lo para saber o que ele está fazendo?”

Perante os sacerdotes

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Depois que os guardas prenderam Jesus, eles O levaram até Anás, que era sogro de Caifás, sumo sacerdote naquele ano (Jo 18:13). Anás já havia servido como sumo sacerdote, mas como não ocupava mais esse cargo, não tinha legitimidade legal no processo. Seu papel era interrogar Jesus antes de enviá-Lo a Caifás. Depois de fazer uma ligação entre os dois sumos sacerdotes, João observa que Caifás havia dito que Cristo deveria morrer pelo bem da nação (Jo 18:14).

Quando Jesus foi levado para o pátio, dois discípulos O seguiram logo atrás. Aparentemente, os membros da família de Anás conheciam João, seja por ligação com a família dele, seja pela fama que ele teria como discípulo de Jesus. João solicitou que Pedro fosse autorizado a entrar, e os dois homens entraram (Jo 18:15, 16). Enquanto Jesus respondia aos acusadores, Pedro se aquecia junto ao fogo junto com a multidão. A empregada que era encarregada da porta perguntou a Pedro se ele era um dos discípulos de Jesus.

Pedro respondeu: “Não sou” (Jo 18:17, NVI). Essas palavras são diretamente o oposto da declaração de Jesus, “Sou Eu” (v. 5, 8) – ou “Eu sou”. Jesus admitiu sem hesitação quem era, sabendo aonde isso O levaria. Pedro, por outro lado, recusou-se a afirmar que seguia Cristo. Apenas algumas horas antes, o discípulo estava pronto para morrer com Cristo, mas agora se juntava aos inimigos Dele quando se deparou com uma simples pergunta. Pedro então desaparece da narrativa, assim como Judas.

O julgamento de Jesus foi ilegal por contrariar várias leis judaicas. Os julgamentos nunca deveriam ser realizados em dias de festas religiosas, e aquele ocorreu durante a Páscoa (Jo 18:28). Além disso, só deveriam ser realizados durante o dia, e isso aconteceu à noite (Mt 26:34). Todo o interrogatório de Anás, que não tinha autoridade, e o espancamento de Jesus também foram claras violações da lei.

Todas as medidas de proteção para o acusado, estipuladas pela lei judaica, foram desconsideradas. Nesse caso, as autoridades já tinham decidido que Jesus devia morrer – mesmo quando confrontados com o apelo de Nicodemos por um julgamento justo (Jo 7:51). Por isso, não tiveram escrúpulos em realizar um julgamento que era nitidamente ilegal.

Como Jesus respondeu às injustiças que sofreu?

Versículos bíblicos

NVI-PT

João 7:51 51 “A nossa lei condena alguém, sem primeiro ouvi-lo para saber o que ele está fazendo?”
Mateus 26:34 34 Respondeu Jesus: “Asseguro-lhe que ainda esta noite, antes que o galo cante, três vezes você me negará”.
João 18:28 28 Em seguida, os judeus levaram Jesus da casa de Caifás para o Pretório. Já estava amanhecendo e, para evitar contaminação cerimonial, os judeus não entraram no Pretório; pois queriam participar da Páscoa.
João 18:17 17 Ela então perguntou a Pedro: “Você não é um dos discípulos desse homem?”Ele respondeu: “Não sou”.
João 18:15-16 15 Simão Pedro e outro discípulo estavam seguindo Jesus. Por ser conhecido do sumo sacerdote, este discípulo entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, 16 mas Pedro teve que ficar esperando do lado de fora da porta. O outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, voltou, falou com a moça encarregada da porta e fez Pedro entrar.
João 18:14 14 Caifás era quem tinha dito aos judeus que seria bom que um homem morresse pelo povo.
João 18:13 13 e o levaram primeiramente a Anás, que era sogro de Caifás, o sumo sacerdote naquele ano.

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