07/12/2024
O verbo: Vida e obra de Jesus no Evangelho de João

A hora chegou

7Sábado

Julgamentos infames

comSENSO

“Cristo devia ser julgado formalmente diante do Sinédrio, mas foi submetido a Anás para um julgamento preliminar. Sob o governo romano, o Sinédrio não podia executar a sentença de morte. Só podia interrogar um prisioneiro e dar a sentença para ser aprovada pelas autoridades romanas. Portanto, era necessário apresentar contra Cristo acusações que fossem consideradas criminosas pelos romanos. Também era preciso achar uma acusação que O condenasse aos olhos dos judeus. Vários sacerdotes e autoridades foram convencidos pelos ensinos de Cristo; unicamente o medo de ser excluídos da comunidade religiosa os impedira de confessá-Lo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 560).

“Cristo sofreu profundamente sob maus-tratos e insultos. Nas mãos de seres que havia criado e pelos quais estava fazendo imenso sacrifício, recebeu todo tipo de desprezo. Ele sofreu proporcionalmente à perfeição de Sua santidade e ao Seu ódio pelo pecado. Ser julgado por pessoas que agiam como demônios era um sacrifício sem fim. Para Ele, era revoltante estar rodeado de criaturas humanas controladas por Satanás. E sabia que, em um momento, por uma súbita irradiação de Seu poder divino, poderia eliminar aqueles que O atormentavam cruelmente. Isso tornava a provação ainda mais difícil” (ibid., p. 562).

“Uma angústia ainda maior dilacerou o coração de Jesus. O golpe que provocou-Lhe a mais profunda dor não poderia vir de mão inimiga. Enquanto suportava, perante Caifás, a farsa de um julgamento, Ele era negado por um dos discípulos. [...] Quando os degradantes juramentos acabavam de sair dos lábios de Pedro e o agudo canto do galo ainda soava em seu ouvido, o Salvador, em meio aos severos juízes, virou-Se e olhou diretamente para o pobre discípulo. Ao mesmo tempo, os olhos de Pedro eram atraídos para o Mestre. Naquela suave fisionomia, ele viu profunda piedade e tristeza, mas nenhuma irritação era vista ali” (ibid., p. 568, 570).

“Pilatos desejou conhecer a verdade. Sua mente estava confusa. Apegouse ansioso às palavras do Salvador, e seu coração agitou-se em uma grande vontade de saber o que realmente era a verdade e como poderia obtê-la. ‘Que é a verdade?’, perguntou. Mas não esperou a resposta. O tumulto lá fora lembrou-lhe os interesses do momento, pois os sacerdotes clamavam por uma atitude imediata. Saindo para onde estavam os judeus, declarou enfaticamente: ‘Eu não acho Nele crime algum’” (ibid., p. 584).

Discuta em classe

Que lições você pode extrair com o forte entusiasmo de Pedro em lutar por Cristo, seguido pela negação poucas horas depois?

Em que momentos de sua vida você agiu como Pedro, tentando se adaptar à multidão?

De que maneiras, às vezes sutis, tomamos posição ao lado daqueles que são inimigos de Cristo?

Faça uma lista dos aspectos do julgamento de Jesus que foram injustos e ilegais.

Versículos bíblicos

Comentários da comunidade