Lidando com divergências
Liberdade de escolha
comSENSO
“A pesar da advertência de Cristo, as pessoas têm procurado arrancar o joio. Para punir os que foram considerados malfeitores, a igreja tem recorrido ao poder civil. Aqueles que divergiram das doutrinas dominantes foram encarcerados, martirizados e mortos por instigação de homens que diziam agir sob a sanção de Cristo. Mas atos assim são inspirados pelo espírito de Satanás, não pelo Espírito de Cristo. Esse é o método peculiar de Satanás de submeter o mundo ao seu domínio. Por essa maneira de proceder com os supostos hereges, Deus tem sido mal representado pela igreja” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus [CPB, 2022], p. 37).
“Cristo ensinou claramente que aqueles que perseveram em pecado declarado devem ser desligados da igreja; mas não nos confiou a tarefa de julgar o caráter e os motivos. Conhece muito bem nossa natureza para que nos delegasse essa obra. Se tentássemos desarraigar da igreja aqueles que supomos serem falsos cristãos, certamente cometeríamos erros. Muitas vezes consideramos casos perdidos justamente aqueles que Cristo está atraindo a Si. Se procedêssemos com essas pessoas segundo nosso parecer imperfeito, talvez sua última esperança se extinguiria. Muitos que se julgam cristãos serão finalmente achados em falta. Haverá muitos no Céu, os quais seus vizinhos supunham que lá não entrariam. O homem julga segundo a aparência; mas Deus vê o coração. O joio e o trigo devem crescer juntos até a ceifa. A colheita é o fim do tempo da graça” (ibid., p. 36).
“Foi tática de Roma apagar todo vestígio de dissidência de suas doutrinas ou decretos. Tudo que fosse herético, pessoas ou escritos, ela procurava destruir. Expressões de dúvida ou questões quanto à autoridade dos dogmas papais eram suficientes para tirar a vida do rico ou do pobre, de nobres ou humildes. Roma se esforçava também para destruir todo registro de sua crueldade para com os que discordavam dela. Os concílios papais decretavam que livros ou escritos contendo relatos dessa natureza deviam ser lançados às fogueiras. Antes da invenção da imprensa não existiam muitos livros, e os poucos que havia não estavam em condições favoráveis à preservação. Portanto, havia poucos obstáculos para que os romanistas realizassem seus propósitos” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 52).
“Nossos primeiros pais, embora criados inocentes e santos, não foram colocados fora da possibilidade de praticar o mal. Deus os fez como seres morais livres, capazes de reconhecer a sabedoria e benignidade de Seu caráter e a justiça de Suas ordens, e com ampla liberdade de prestar obediência ou recusá-la” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 24).
“O objetivo de Deus não é forçar a vontade. O homem foi criado como um ser moral livre. Como os habitantes de todos os outros mundos, devia estar sujeito à prova da obediência; mas ele nunca é colocado em uma posição em que seja forçado a praticar o mal. Não é permitida nenhuma tentação ou prova àquele que é incapaz de resistir. Deus nos proveu de tão amplos recursos que o ser humano jamais precisaria ser derrotado no conflito com Satanás” (ibid., p. 280, 281).
Discuta em classe
Mencione alguns exemplos em que Jesus demonstrou respeito pelo livre-arbítrio.
Como Jesus causou um impacto tão grande sem usar a força?
Por que o Novo Testamento fornece parâmetros para remover alguém da igreja? Quando e como essas etapas devem ser seguidas?
Como a igreja pode ter mais sucesso em ganhar de volta pessoas que foram removidas?
