O espírito de Cristo
Ignorando os princípios de Cristo
comTEXTO
Édito de Milão em 313 d.C. colocou fim a 150 anos de perseguição (esporádicas, mas intensas) que os cristãos sofreram nas mãos do Império Romano. Antes desse decreto, aqueles que se recusavam a declarar que César era um deus e jurar lealdade a ele eram perseguidos, multados, presos, entregues aos leões, crucificados, queimados vivos ou sofriam diversas outras atrocidades.
Muitos cristãos se escondiam em cavernas e fugiam para regiões remotas para salvar a própria vida e proteger suas famílias. Casas usadas como locais de adoração eram destruídas e as propriedades confiscadas. Partes da Bíblia, copiadas de maneira lenta e dolorosa, eram recolhidas e queimadas. Cristãos exaustos se alegraram com o Édito de Milão, que foi o primeiro decreto que garantia a liberdade religiosa a todos os cidadãos do Império Romano.
Ironicamente, dentro de poucas décadas, muitos cristãos estariam buscando exercer controle político e domínio sobre outras religiões e até mesmo sobre outros cristãos que tinham crenças diferentes.
Durante o reinado do imperador romano Constantino (306-337 d.C.), a igreja cristã fez aliança com o imperador, recebendo, com isso, grandes favores do governo. A igreja como um todo foi corrompida por ambições políticas e financeiras que se opunham diretamente aos princípios de Jesus. Caso a igreja tivesse permanecido fiel aos ensinamentos e ao espírito de Cristo, teria evitado a mistura profana entre igreja e Estado que resultou na tirania religiosa da Idade Média.
Em apenas alguns séculos, a igreja se tornou um excelente exemplo do que Jesus disse que não deveria ser. Tornou-se um hábito e um negócio fazer exatamente o que Jesus nos instruiu a evitar. No século 16, a Reforma Protestante começou a redescobrir lentamente os fundamentos da liberdade religiosa. Hoje é fundamental para a missão da igreja conhecer e promover os princípios originais que Jesus estabeleceu.
Mergulhe + fundo
Leia, de Ellen G. White, Serviço Cristão, capítulo 14: “Liberdade Religiosa”.
