Provando os profetas
Jeremias 9:1
1 Ah, se a minha cabeça fosse uma fonte de água e os meus olhos um manancial de lágrimas! Eu choraria noite e dia pelos mortos do meu povo.comPREENDA
Frutos positivos
No Sermão do Monte (Mt 5–7), Jesus apresentou as bases da igreja cristã, incluindo orientações sobre como avaliar os profetas. Ele advertiu que a história estaria cheia de falsos profetas (Mt 7:15) e deu aos cristãos mais um critério para distinguir o verdadeiro do falso: “Assim, pois, pelos seus frutos vocês os conhecerão” (Mt 7:20).
A qualidade de um fruto só pode ser avaliada com o tempo. Uma árvore não dá fruto de uma hora para outra. Mas, com o passar do tempo, ela acaba sendo conhecida por aquilo que produz. Uma árvore que dá frutos ruins, ou que não dá fruto algum, não consegue esconder o problema para sempre. Mais cedo ou mais tarde, o fruto revela a verdade sobre a árvore.
Muitos falsos profetas foram desmascarados por levar pessoas ao pecado. Às vezes, aqueles que se autointitulam profetas falam com arrogância, vivem de modo extravagante e mantêm abertamente uma vida dupla. Ao observar o caráter de um profeta e os resultados de suas mensagens, podemos perceber se ele aproxima as pessoas de Deus ou as afasta Dele.
Ser profeta, porém, não torna ninguém isento de pecado nem infalível. Vemos falhas de caráter em personagens bíblicos como Jonas, Paulo e Pedro (Jn 1:1-3; At 15:36-39; Gl 2:11-14). Só Deus é perfeito. Os profetas, como todos nós, têm fraquezas, mas sua vida deve refletir o caráter de Jesus. Além disso, não podem desmentir o próprio ministério por meio de um estilo de vida que contradiga a mensagem que transmitem (Mt 7:16-20). Quem age assim deve ser visto com profunda cautela.
Ainda que o chamado profético seja difícil, muitos profetas manifestaram bons frutos ao longo de seu ministério. Moisés, por exemplo, guiou corretamente os israelitas pelo deserto (Dt 34:10-12). A fidelidade de Ageu encorajou os habitantes de Judá a retomarem a reconstrução do segundo templo, interrompida por 19 anos (Ag 1:12). O ministério de Isaías serviu a quatro reis de Judá, guiando-os em meio a um período turbulento e apontando para o Messias (Is 1:1; 39:5, 6; 53:4-6). Não podemos nos esquecer da confissão sincera de Daniel (Dn 9:15) nem do lamento de Jeremias, cheio de lágrimas (Jr 9:1), ambos feitos em favor do povo. Mesmo sofrendo perseguição e sendo maltratados, os profetas de Deus sempre demonstraram amor genuíno por Ele e por Seu povo – marca essencial de um ministério frutífero.
Pense
Qual tipo de fruto você esperaria encontrar na vida de alguém que afirma ser profeta?
Versículos bíblicos
NVI-PT
