Crescimento: bênção e maldição
Êxodo 1:14
14 Tornaram-lhes a vida amarga, impondo-lhes a árdua tarefa de preparar o barro e fazer tijolos, e executar todo tipo de trabalho agrícola; em tudo os egípcios os sujeitavam a cruel escravidão.O início da escravidão egípcia
comSENSO
“Por causa do serviço que José prestara à nação egípcia, não somente lhes foi concedida uma parte do país como morada, mas também estiveram isentos de impostos e foram generosamente supridos de alimento enquanto durou o período de escassez. O rei reconhecia publicamente que havia sido pela misericordiosa interferência do Deus de José que o Egito desfrutava abundância, enquanto outras nações estavam morrendo com a falta de alimento. Via também que a administração de José havia enriquecido grandemente o reino, e como agradecimento tratou a família de Jacó com muita consideração e com o que tinha de melhor.
“Contudo, com o passar do tempo, o grande homem a quem o Egito tanto devia e a geração abençoada pelos seus labores desceram à sepultura. E ‘se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José’ (Êx 1:8). Não que ele não soubesse tudo o que José havia feito à nação, mas porque não queria reconhecer o que havia sido feito. Queria de todas as formas que tudo fosse esquecido. ‘Vejam! O povo israelita é agora numeroso e mais forte que nós. Temos que agir com astúcia, para que não se tornem ainda mais numerosos e, no caso de guerra, aliem-se aos nossos inimigos, lutem contra nós e fujam do país’ (v. 9, 10, NVI).
“Os israelitas já haviam se tornado muito numerosos. Eles se multiplicaram ‘e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles’ (v. 7, ARC). Sob o cuidado amparador de José e o favor do rei que então governava, eles tinham se espalhado rapidamente pelo país. Haviam, porém, se conservado como um povo distinto, nada tendo em comum com os egípcios, nos costumes ou na religião; e seu número crescente despertava agora os temores do rei e de seus súditos diante da potencial ameaça de, numa eventual guerra, os hebreus se unirem aos inimigos do Egito.
“Contudo, por questão de diplomacia, não foram expulsos do país. Muitos deles eram hábeis e inteligentes operários e contribuíam significativamente para a riqueza da nação. O rei necessitava de trabalhadores assim para a construção de seus magníficos palácios e templos. Por isso, ele os equiparou aos egípcios que, com suas posses, haviam se vendido ao reino. Logo foram estabelecidos chefes de trabalhos forçados para supervisionar os israelitas, e sua escravidão se tornou completa. ‘Os egípcios, com tirania, faziam servir os filhos de Israel e lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro, e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o serviço em que na tirania os serviam.’ ‘Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam’” (v. 13, 14, 12; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 201, 202).
Discuta em classe
Como confiar nos propósitos desconhecidos de Deus enquanto enfrentamos dificuldades e provações?
Por que você acha que Deus permitiu que o povo de Israel fosse escravizado pelos egípcios?
Como você deve reagir quando as pessoas tornam sua vida “amarga” (Êx 1:14)?
De que maneira a benevolência das duas parteiras inspira a sua luta contra o mal?
Versículos bíblicos
NVI-PT
