Condenação e crucifixão
João 19:14
14 Era o Dia da Preparação na semana da Páscoa, por volta do meio-dia“Eis o rei de vocês”, disse Pilatos aos judeus.O veredito
comPREENDA
Por fim, os líderes religiosos expressaram a Pilatos sua verdadeira intenção: queriam ver Jesus crucificado porque Ele alegava ser divino (Jo 19:7). Pilatos temia receber o castigo de Deus, caso Jesus fosse realmente o Filho Dele. De acordo com o pensamento comum da época, os deuses podiam assumir a forma humana (veja At 14:11). A reação de Pilatos refletiu o pavor de encontrar um ser divino que pudesse se vingar de qualquer um que o maltratasse.
Motivado pelo crescente pânico, o governador retirou-se para o palácio, dando abertura à sexta cena (Jo 19:8, 9). Pilatos estava ansioso para conhecer a origem de Cristo – será que Ele vinha da Terra ou do Céu? Jesus não respondeu. Pilatos então ostentou a autoridade que tinha para libertar Cristo (v. 10). Jesus deixou claro que Ele, e não Pilatos, tem poder sobre a vida e a morte (Jo 19:11; 10:18). As últimas palavras de Jesus sensibilizaram Pilatos profundamente, e ele redobrou seus esforços para libertar o Prisioneiro (Jo 19:12). Assim abre a sétima e última cena dessa parte do drama.
Pilatos se voltou para a multidão, que atacou seu ponto fraco: a deslealdade ao imperador (Jo 19:12). Os judeus insistiram que Jesus era contrário a César, e a inquietação de Pilatos aumentou. Ele temia pôr em risco sua carreira política ao proteger aquele Homem que afirmava ser rei.
Pilatos sentou-se no tribunal para emitir o veredito por volta da hora sexta, que era meio-dia (v. 14). O povo deveria ter parado de trabalhar, retirado todo fermento de suas casas e se preparado para a refeição da Páscoa. Em vez disso, estava pedindo que alguém fosse crucificado.
Quando Pilatos declarou: “Eis aqui o rei de vocês” (Jo 19:14), ele involuntariamente deu aos judeus a última chance de aceitarem Jesus como tal. Deixando de lado séculos de espera por aquele exato momento, os líderes judeus oficializaram a rejeição a Jesus, declarando de maneira enfática: “Não temos rei, senão César!” (v. 15).
Pense
Pilatos tinha sentimentos bastante confusos sobre o julgamento de Jesus. O que o levou na direção errada? Como podemos evitar essa mesma armadilha em nossos próprios conflitos espirituais?
Versículos bíblicos
NVI-PT
