Curando um cego
Apocalipse 3:14-22
14 “Ao anjo da igreja em Laodiceia escreva: “Estas são as palavras do Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus. 15 Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! 16 Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.Interrogando a testemunha
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Recusando-se a crer no que tinham visto, os “judeus” chamaram os pais do cego. Embora confirmassem a identidade do filho, recusaram-se a dizer como o milagre teria ocorrido (Jo 9:20, 21). Como o filho deles já tinha idade suficiente para testemunhar, transferiram todos os questionamentos adicionais para ele (v. 21). Motivados pelo medo, os pais se esquivaram das perguntas para evitar serem expulsos da sinagoga (v. 22, 23).
Finalmente, a atenção e os questionamentos de todos se voltaram para o homem curado (v. 24-34). Os fariseus pretendiam coagir e humilhar o homem, mas ele respondeu com argumentos irrefutáveis. Os líderes tinham em mente a compreensão tradicional de que o pecado estava ligado a ações específicas – nesse caso, a violação do sábado.
O homem curado, por outro lado, não entra no debate “se Jesus era um pecador”. Simplesmente apresenta os fatos: ele havia sido curado e aquela era uma cura sem precedentes (v. 30-32). Apesar de ser um mendigo, ele apresentou uma argumentação clara e convincente.
Jesus, então, tomou a iniciativa de procurar o homem curado e, por consequência, extraiu dele uma confissão de fé (v. 35-38). Mesmo que não tivesse visto Jesus, o homem provavelmente reconheceu a voz que o havia ordenado a ir lavar-se no tanque. Sem hesitação, declarou suas convicções e adorou a Cristo (v. 38). O homem deixou de ver Jesus meramente como alguém que o havia curado e passou a reconhecê-Lo como o Messias. Ele obteve não apenas visão física, mas também espiritual e teológica.
De um lado, vemos uma clara confissão de fé, e do outro, uma declaração definitiva de julgamento: ao rejeitarem Jesus, os fariseus estavam julgando a si mesmos (v. 40, 41).
O relato lembra a mensagem de Jesus à igreja de Laodiceia (Ap 3:14-22). Os cristãos dessa cidade acreditavam que eram ricos e podiam ver com clareza, mas, na verdade, eram pobres e cegos. A pretensão de ter conhecimento espiritual aumenta a nossa responsabilidade. Precisamos confessar nossa cegueira, pedir o colírio divino e então buscar cada vez mais luz. Não devemos viver com os olhos meio abertos, desejando apenas a luz que nos agrada. Que o Senhor nos conceda espírito de humildade a fim de enxergarmos o que não conseguimos ver por nós mesmos.
De que forma podemos ser tentados a deixar o medo nos controlar quando devemos testemunhar?
Versículos bíblicos
NVI-PT
