Curando um cego
João 9:8-13
8 Seus vizinhos e os que anteriormente o tinham visto mendigando perguntaram: “Não é este o mesmo homem que costumava ficar sentado, mendigando?” 9 Alguns afirmavam que era ele. Outros diziam: “Não, apenas se parece com ele”. Mas ele próprio insistia: “Sou eu mesmo”. 10 “Então, como foram abertos os seus olhos?”, interrogaram-no eles.Lavando-se no tanque
comPREENDA
Os temas da fé e da incredulidade, da revelação e do conflito, continuam. Encontramos o sexto “sinal” feito por Jesus: a cura de um cego. Restaurar a visão aos cegos era um dos milagres mais comuns de Jesus. No Antigo Testamento, o ato de dar vista aos cegos demonstrava um poder que pertencia somente a Deus (veja Êx 4:11; Sl 146:8) e estava associado ao reino futuro do Senhor (por exemplo, Is 29:18; 35:5; 42:7). O relato de João sobre a cura do cego (Jo 9:1-12) é seguido por uma extensa discussão a respeito da cura (Jo 9:13-41) e o discurso teológico de Jesus (Jo 10:1-18).
Afinal, quem era o responsável pela cegueira daquele homem (Jo 10:2)? Naquela época, a ideia predominante sugeria que, no caso daquele cego, a culpa era dos seus pais, mas Jesus rejeitou essa opinião. O sofrimento nem sempre é resultado de um pecado específico. Vivemos no meio de uma guerra cósmica, e com frequência sofremos devido a circunstâncias que estão fora de controle. Nesse caso, a cegueira do homem serviu a outro propósito: revelou o poder de Deus (Jo 10:3).
Três expressões se destacam em João 9:4: “é necessário”, “façamos” e “Me”. Não era só Jesus que precisava fazer a obra de Seu Pai, mas nós também. A incumbência dada a Ele também é dada a nós.
Jesus tomou a iniciativa de curar aquele homem. Misturou lama com saliva e aplicou-a nos olhos do cego. Em seguida, disse para ele lavar os olhos no tanque de Siloé, que, coincidência (ou não) significa enviado.
A cura produziu reações diferentes (Jo 9:8-13). Depois de alguns questionamentos, ficamos sabendo que esse evento ocorreu no sábado. O milagre mostra que Jesus estava fazendo a obra de Deus, mas alguns pensaram que Ele fosse um pecador, por ter feito aquele milagre no sábado (v. 16). Os fariseus ficaram divididos a respeito dessa questão (v. 16) e solicitaram o parecer do ex-cego. Ele respondeu: “É um profeta” (v. 17).
Mesmo quando confrontados com o testemunho do homem e com o milagre, os líderes religiosos fecharam os olhos para a verdade, preferindo continuar cegos. Eles, de fato, pareciam cegos, procurando uma saída para o dilema: viram o milagre, mas recusaram crer em Cristo. Essa história é uma advertência para todos que resistem àquilo que Deus está fazendo ao redor deles. Precisamos reconhecer que a luz deve entrar em nós, e não simplesmente ser algo para o qual podemos olhar.
Pense
Você já fechou os olhos para o que Deus está fazendo ao seu redor?
Versículos bíblicos
NVI-PT
