Contra a escravidão
Opondo-se à escravidão
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Assim como muitos cristãos do passado que obedeciam a seus governos desde que não entrassem em conflito com os preceitos de Deus, os primeiros adventistas apoiavam o governo dos Estados Unidos e suas leis em quase todas as frentes. Uma exceção importante era a prática da escravatura.
Muitos artigos em publicações adventistas afirmavam isso, com destaque para um que foi escrito por Tiago White em 1862: “Com exceção daqueles decretos pressionados sobre ele [o governo dos Estados Unidos] pelo poder escravagista, suas leis são boas” (Review and Herald, 12 de agosto de 1862). Os adventistas eram firmes defensores do abolicionismo, mesmo quando mais de 90% da população dos Estados Unidos enxergava essa posição como extremista. As publicações adventistas constantemente se posicionavam contra a escravatura, fazendo com que fossem proibidas nos estados do Sul, que eram escravagistas.
Estava claro nos textos dos líderes da igreja que eles queriam apresentar uma frente unida nessa importante questão. Assim, os adventistas que defendiam a escravidão eram firmemente removidos da igreja. Tratando desse tema, Ellen White advertiu: “Será dever do povo de Deus retirar publicamente sua simpatia e companheirismo do irmão [que defendia a escravatura] para poupar impressão duvidosa com respeito a nós como um povo. Precisamos tornar conhecido que não aceitamos pessoas assim em nosso meio, e que não compactuamos com elas na igreja” (Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 1, p. 323).
Os adventistas tinham convicções tão fortes a respeito do assunto que o periódico oficial da igreja, a Review and Herald, publicou um artigo em 13 de junho de 1854 desafiando a nação a abolir a escravatura ou modificar a Declaração da Independência: “Se esta não fosse a nação mais hipócrita da face da Terra, a Declaração da Independência deveria dizer: ‘[...] todos os homens brancos são criados iguais’” (grifo no original).
Mergulhe + fundo
Leia, de Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 1, capítulo 69: “Rebelião”.
