Esperanças frustradas
Igreja envolvida com política
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Durante o reinado do imperador romano Constantino (306-337 d.C.), os líderes da igreja cristã tornaram-se cada vez mais envolvidos em assuntos políticos. Os bispos desfrutavam de suntuosos banquetes nos palácios imperiais, onde esbanjavam elogios e lisonjas ao imperador pelos favores que ele concedia ao cristianismo. Constantino aprovava leis que favoreciam a igreja, isentava o clero de impostos, nomeava cristãos para cargos importantes do império e usava a receita do Estado para pagar instituições de caridade e construir novas igrejas. As ambições de muitos cristãos por riqueza e poder terrestre apenas revelavam seus próprios defeitos e falta de comprometimento espiritual. A transigência com a cultura pagã resultou em uma igreja irreconhecível, que escondia muitas ideias e práticas pagãs sob aparência de cristianismo.
Os bispos faziam orações públicas pedindo o sucesso militar e político de Constantino, referindo-se a ele como o salvador da igreja, e ao seu rival, Licínio, como o arqui-inimigo do cristianismo. Os líderes cristãos temiam que Licínio pudesse reviver antigas perseguições contra a igreja e, nessa hostilidade contra ele, a devoção a Constantino tornou-se quase sem limites. Um historiador assim descreveu aquela situação: “O objetivo de Constantino era fazer da teologia um ramo da política, e era a esperança de todo bispo do império fazer da política um ramo da teologia” (John William Draper, History of the Intellectual Development of Europe [Londres: Bell and Daldy, 1863], p. 311). Uma nova versão de cristianismo resultou desse estranho casamento entre religião e política — um casamento que acabou se transformando em tirania religiosa. A lição desta semana explora os princípios bíblicos que deveriam ter impedido a igreja de combinar religião e política. Devemos continuar a prestar atenção a esses avisos hoje.
Mergulhe + fundo
Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, capítulo 60: “A Lei do Novo Reino”.
