Esperanças frustradas
Nenhuma submissão forçada
comSENSO
“Entre os funcionários romanos que serviam na Palestina, os mais odiados eram os publicanos. O fato de os impostos serem exigidos por um poder estrangeiro era um constante motivo de irritação para os judeus, uma lembrança da perda de sua independência. E os cobradores de impostos, além de instrumentos da opressão romana, extorquiam, enriquecendose à custa do povo. Um judeu que aceitasse esse ofício das mãos dos romanos era considerado traidor da honra nacional. Desprezado como apóstata, classificavam-no entre os piores membros da sociedade” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 209).
“A vocação de Mateus para ser um dos discípulos de Cristo despertou grande indignação. O fato de que um mestre da religião escolhesse um publicano como um de seus imediatos assistentes era uma ofensa contra os costumes religiosos, sociais e nacionais. Apelando aos preconceitos do povo, os fariseus esperavam que os sentimentos populares se voltassem contra Jesus” (ibid., p. 210).
“Embora os fariseus se achassem tão superiores, estavam, na verdade, em piores condições que aqueles a quem desprezavam. Os publicanos eram menos hipócritas e presunçosos, estando mais aptos a receber a influência da verdade” (ibid., p. 211).
“Nos dias de Cristo, o egoísmo, o orgulho e o preconceito haviam construído um alto muro de separação entre os indicados guardiões dos sagrados oráculos e qualquer outra nação do globo. O Salvador, porém, veio mudar tudo isso. As palavras que o povo estava ouvindo dos lábios Dele eram diferentes de tudo quanto sempre tinham ouvido dos sacerdotes e rabinos. Cristo afasta a parede de separação, o amor-próprio, o separatista preconceito de nacionalidade, e ensina amor a toda a família humana. Ergue os seres humanos do estreito círculo que o egoísmo lhes prescreve; elimina todos os limites territoriais e as convencionais distinções da sociedade. Não faz diferença entre vizinhos e estrangeiros, amigos e inimigos. Ele nos ensina a considerar toda alma necessitada como nosso semelhante, e o mundo como nosso campo” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo [CPB, 2022], p. 32, 33).
“A nação judaica rejeitou e crucificou o Senhor da glória, porque em seu mundanismo, orgulho e fanatismo, falharam em compreender as Escrituras que prediziam Sua vinda. Eles estavam absortos demais em suas mesquinhas lutas por lugar e poder para estudar a Palavra de Deus em espírito de oração. E pela mesma razão, muitos neste tempo vão falhar em se preparar para a segunda vinda de Cristo” (Ellen G. White, Review and Herald, 23 de outubro de 1888).
“Os escribas e fariseus haviam se separado de Deus por seu orgulho nacional. Havia na Judeia escolas de ensino, e os dirigentes dessas escolas estavam cheios de exaltação própria. Eles pensavam que tinham toda a luz que já havia sido dada ao mundo. Esperavam que o Messias viesse como um príncipe terrestre, para exaltar a nação judaica acima de todas as outras nações da Terra. À medida que sua autoconfiança aumentava, a dependência de Deus diminuía. Eles seguiam seus próprios caminhos e estavam cheios de autossuficiência e justiça própria” (Ellen G. White, Review and Herald, 2 de abril de 1901).
Discuta em classe
De que maneiras, como cristãos, corremos o risco de ter esperanças políticas equivocadas?
Como podemos desenvolver as prioridades corretas?
Você acha que orgulho nacional e intolerância são tentações significativas para os cristãos hoje? Por quê?
Como a igreja pode fazer um trabalho melhor para alcançar pessoas de todos os pontos de vista políticos da maneira que Jesus fez?
