Revelação e inspiração
Apocalipse 1:1-3
1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos o que em breve há de acontecer. Ele enviou o seu anjo para torná-la conhecida ao seu servo João, 2 que dá testemunho de tudo o que viu, isto é, a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo. 3 Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o que nela está escrito, porque o tempo está próximo.comSENSO
Revelação e inspiração
Os adventistas do sétimo dia creem que Ellen White foi inspirada por Deus. Seus escritos, sua vida e seu ministério satisfazem os critérios de um verdadeiro profeta. Ela recebeu o mesmo tipo de inspiração que os profetas bíblicos, embora jamais tenha considerado seus escritos como estando no mesmo nível das Escrituras – e nós também não os consideramos assim. Pelo contrário, Ellen White sempre exaltou a Bíblia. Mas como ela mesma entendia as revelações proféticas que recebeu de Deus e o processo de sua própria inspiração?
Em primeiro lugar, Ellen White sempre considerou a Bíblia como a revelação de Deus, infalível e cheia de autoridade. As Escrituras revelam a verdade divina e o plano da salvação para a humanidade decaída. Nesse processo, como vimos ao longo desta lição, o Senhor Se vale de profetas para comunicar Suas mensagens.
Em segundo lugar, Ellen White reconhecia que o processo de inspiração envolvia uma interação entre o divino e o humano. Deus comunicava Suas mensagens, mas o profeta transmitia a instrução divina usando suas próprias palavras. Como ela mesma escreveu: “Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões, mas no próprio indivíduo que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos. [...] A mente de Deus, bem como Sua vontade, são combinadas com a mente e a vontade humanas; assim, as declarações do homem são a Palavra de Deus” (Mensagens Escolhidas [CPB, 2022], v. 1, p. 16).
Com relação a visões e sonhos proféticos, Ellen White entendia a “inspiração de pensamento” como uma união entre a revelação divina e a experiência humana. Ela escreveu: “As Escrituras Sagradas, com verdades dadas por Deus e expressas na linguagem da humanidade, apresentam uma união do divino com o humano” (ibid., p. 20).
Em terceiro lugar, Ellen White destacou que nem todas as suas experiências e comunicações humanas eram inspiradas. Ela explicou: “Há vezes, porém, em que devem ser declaradas coisas comuns, pensamentos comuns precisam ocupar a mente, cartas comuns precisam ser escritas, e transmitidas informações que passaram de um obreiro a outro. Essas palavras e informações não são dadas sob inspiração especial do Espírito de Deus” (ibid., p. 31). É essencial ter em mente essa distinção ao lermos e avaliarmos seus escritos e experiências, especialmente em cartas e diários pessoais.
Compreender como Ellen White entendia a revelação e a inspiração nos ajuda a evitar extremos e a ler suas orientações com sabedoria e discernimento.
Discuta em classe
- Quais etapas o Senhor usou para transmitir ao apóstolo João a mensagem registrada no Apocalipse? (Ap 1:1-3)
- Por que era essencial que alguns profetas registrassem as mensagens que Deus lhes transmitia? (Ap 1:19; Êx 17:14; 1Co 10:11)
- De que maneiras o Senhor revela mensagens a Seus profetas? (Nm 12:6; Is 6:1, 8)
- Como Deus fala a Seu povo? (Hb 1:1, 2; 2Pe 1:19-21)
Versículos bíblicos
NVI-PT
