O chamado do profeta
Isaías 53
1 Quem creu em nossa mensagem? E a quem foi revelado o braço do Senhor? 2 Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos. 3 Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quemos homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.comSENSO
Chamada para o ministério profético
Deus chama profetas em momentos específicos, para propósitos especiais. Eles surgem com as mensagens de que as pessoas precisam em seu tempo. Nesse contexto, os adventistas do sétimo dia creem que Ellen White foi uma dessas pessoas, em quem se manifestou, mais recentemente, o dom de profecia. Ela desempenhou uma função semelhante à de um profeta não canônico (entenderemos melhor esse tema nas próximas lições).
Ellen Harmon (depois White) recebeu seu primeiro chamado em dezembro de 1844, poucas semanas depois de os ouvintes de Guilherme Miller esperarem a volta de Jesus com base em Daniel 8:14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs. Depois, o santuário será purificado.”
Embora Guilherme Miller nunca tenha fixado uma data exata, seus seguidores acabaram apontando 22 de outubro de 1844 como a data da volta de Cristo à Terra, com base nas informações bíblicas sobre a purificação do santuário. Essa convicção encheu de expectativa milhares de pessoas na América do Norte e em outras partes do mundo. Em breve, pensavam, estariam com o Salvador no Céu. O próprio Miller encheu-se de alegria e entusiasmo à medida que o evento esperado se aproximava.
Mas Cristo não apareceu, e os mileritas (como ficaram conhecidos os seguidores de Guilherme Miller) passaram por um dos episódios mais devastadores dos tempos modernos: o Grande Desapontamento.
Foi nesse cenário que Deus deu a Ellen Harmon sua primeira visão que mostrava um caminho que ia da Terra à Jerusalém celestial. Nesse caminho, o povo de Deus seguia rumo à cidade santa. Ela diz: “Se conservavam o olhar fixo em Jesus, que Se achava precisamente diante deles, guiando-os para a cidade, permaneciam seguros” (Primeiros Escritos [CPB, 2022], p. 32).
Essa visão trazia uma boa notícia. Deus começava a levantar um novo movimento a partir da confusão causada por aquele desapontamento. Jesus ainda estava com eles. Ele ainda voltaria. Continuava a guiá-los no caminho da salvação. Tudo que precisavam fazer era manter os olhos fixos Nele. Havia fortes razões para não perder a esperança, mesmo em meio a tanta turbulência e frustração.
Assim, Ellen Harmon, então com 17 anos, foi chamada para o ministério profético. Sua jornada não seria fácil, especialmente no início. Embora esse dom tenha sido gradualmente reconhecido como autêntico, ela receava ser mensageira de Deus. Ser profeta nunca foi tarefa simples ou prestigiosa. Como, então, Ellen responderia ao chamado divino?
Na próxima semana, vamos analisar mais de perto a obra especial e os desafios enfrentados pelos profetas do Antigo Testamento e que também se refletem na vida e no ministério de Ellen White.
Discuta em classe
- Como a visão de Isaías o levou a se sentir indigno e despreparado para ser mensageiro de Deus? O que o motivou, ainda assim, a aceitar o chamado profético? (Is 6:1-8)
- Quais semelhanças você percebe entre o chamado de Isaías e o de Abraão? (Gn 12:1-6)
- Como as profecias de Isaías revelaram, com impressionante clareza e 700 anos de antecedência, o sofrimento, a morte e o sepultamento de Cristo? (Is 53)
Versículos bíblicos
NVI-PT
