Lição Jovem de Hoje

Escola Sabatina Jovem (IASD) - Leitura diária

25/08/2026
Resgate: As cenas finais da vida de Cristo

Crucifico o rei de vocês?

3Terça-feira

Lucas 23:4

4 Então Pilatos disse aos chefes dos sacerdotes e à multidão: “Não encontro motivo para acusar este homem”.

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Ponto de virada

Em meio a esse julgamento caótico, um mensageiro interrompeu Pilatos com um recado surpreendente da esposa dele. Ela tinha visto Jesus em sonho e o aconselhou a não condenar aquele “justo” (Mt 27:19). Além disso, a multidão exigia a morte de Jesus porque Ele afirmava ser o Filho de Deus. Essas duas coisas mexeram profundamente com Pilatos (Jo 19:7, 8).

O ponto da virada veio quando a multidão colocou em dúvida a lealdade de Pilatos a César. Eles insinuaram que ele não poderia ser “amigo de César” se soltasse alguém que se dizia rei. Pilatos teve que escolher: arriscar o próprio cargo para seguir a consciência ou preservar a posição, cedendo e ferindo a própria integridade. Era a verdade de um lado, a popularidade do outro. Encurralado e com medo de se enfraquecer diante de Roma, Pilatos perguntou: “Devo crucificar o rei de vocês?” (Jo 19:15). Os principais sacerdotes responderam com uma ironia assustadora: “Não temos outro rei além de César!” (v. 15, NVT) – justamente homens que desprezavam o domínio romano.

Pilatos já tinha tentado, várias vezes, defender a inocência de Jesus: “Não vejo neste homem crime algum” (Lc 23:4). “Nem mesmo Herodes” (v. 15). “De fato, não achei nada contra Ele para condená-Lo à morte” (v. 22). Por fim, numa última tentativa, lavou as mãos diante do povo e disse: “Estou inocente do sangue deste homem” (Mt 27:24).

A multidão respondeu sem recuar: “Que o sangue Dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos!” (v. 25). A essa altura, era evidente que havia uma influência satânica intensa em ação. O que eles não percebiam é que essa maldição lançada sobre si mesmos traria consequências terríveis. A destruição de Jerusalém, em 70 d.C., foi um cumprimento trágico dessas palavras.

No fim, Pilatos cedeu às exigências da multidão e permitiu que Jesus fosse crucificado. Ele mandou colocar na cruz uma placa – escrita em hebraico, grego e latim – com a acusação: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” (Jo 19:19). As lideranças protestaram, mas Pilatos encerrou o assunto com uma resposta curta e definitiva: “O que escrevi, escrevi” (v. 22, NVT). Pilatos reconhecia a verdade. Mesmo assim, justamente na decisão que mais importava, ele se curvou à pressão de líderes pelos quais não tinha respeito algum.

Por que Pilatos não permaneceu fiel às próprias convicções?

Versículos bíblicos

NVI-PT

Lucas 23:4 4 Então Pilatos disse aos chefes dos sacerdotes e à multidão: “Não encontro motivo para acusar este homem”.
João 19:15 15 Mas eles gritaram: “Mata! Mata! Crucifica-o!” “Devo crucificar o rei de vocês?”, perguntou Pilatos. “Não temos rei, senão César”, responderam os chefes dos sacerdotes.
João 19:19 19 Pilatos mandou preparar uma placa e pregá-la na cruz, com a seguinte inscrição: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.
Mateus 27:19 19 Estando Pilatos sentado no tribunal, sua mulher lhe enviou esta mensagem: “Não se envolva com este inocente, porque hoje, em sonho, sofri muito por causa dele”.
Mateus 27:24 24 Quando Pilatos percebeu que não estava obtendo nenhum resultado, mas, ao contrário, estava se iniciando um tumulto, mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse: “Estou inocente do sangue deste homem; a responsabilidade é de vocês”.
João 19:7-8 7 Os judeus insistiram: “Temos uma lei e, de acordo com essa lei, ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus”. 8 Ao ouvir isso, Pilatos ficou ainda mais amedrontado

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