Lição Jovem de Hoje
Escola Sabatina Jovem (IASD) - Leitura diária
Crucifico o rei de vocês?
Lucas 23:4
4 Então Pilatos disse aos chefes dos sacerdotes e à multidão: “Não encontro motivo para acusar este homem”.comENTE
Ponto de virada
Em meio a esse julgamento caótico, um mensageiro interrompeu Pilatos com um recado surpreendente da esposa dele. Ela tinha visto Jesus em sonho e o aconselhou a não condenar aquele “justo” (Mt 27:19). Além disso, a multidão exigia a morte de Jesus porque Ele afirmava ser o Filho de Deus. Essas duas coisas mexeram profundamente com Pilatos (Jo 19:7, 8).
O ponto da virada veio quando a multidão colocou em dúvida a lealdade de Pilatos a César. Eles insinuaram que ele não poderia ser “amigo de César” se soltasse alguém que se dizia rei. Pilatos teve que escolher: arriscar o próprio cargo para seguir a consciência ou preservar a posição, cedendo e ferindo a própria integridade. Era a verdade de um lado, a popularidade do outro. Encurralado e com medo de se enfraquecer diante de Roma, Pilatos perguntou: “Devo crucificar o rei de vocês?” (Jo 19:15). Os principais sacerdotes responderam com uma ironia assustadora: “Não temos outro rei além de César!” (v. 15, NVT) – justamente homens que desprezavam o domínio romano.
Pilatos já tinha tentado, várias vezes, defender a inocência de Jesus: “Não vejo neste homem crime algum” (Lc 23:4). “Nem mesmo Herodes” (v. 15). “De fato, não achei nada contra Ele para condená-Lo à morte” (v. 22). Por fim, numa última tentativa, lavou as mãos diante do povo e disse: “Estou inocente do sangue deste homem” (Mt 27:24).
A multidão respondeu sem recuar: “Que o sangue Dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos!” (v. 25). A essa altura, era evidente que havia uma influência satânica intensa em ação. O que eles não percebiam é que essa maldição lançada sobre si mesmos traria consequências terríveis. A destruição de Jerusalém, em 70 d.C., foi um cumprimento trágico dessas palavras.
No fim, Pilatos cedeu às exigências da multidão e permitiu que Jesus fosse crucificado. Ele mandou colocar na cruz uma placa – escrita em hebraico, grego e latim – com a acusação: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” (Jo 19:19). As lideranças protestaram, mas Pilatos encerrou o assunto com uma resposta curta e definitiva: “O que escrevi, escrevi” (v. 22, NVT). Pilatos reconhecia a verdade. Mesmo assim, justamente na decisão que mais importava, ele se curvou à pressão de líderes pelos quais não tinha respeito algum.
Por que Pilatos não permaneceu fiel às próprias convicções?
Versículos bíblicos
NVI-PT
