Lição Jovem de Hoje
Escola Sabatina Jovem (IASD) - Leitura diária
Crucifico o rei de vocês?
João 18:33
33 Pilatos então voltou para o Pretório, chamou Jesus e lhe perguntou: “Você é o rei dos judeus?”comPREENDA
Condenando um inocente
As autoridades judaicas levaram Jesus diante de Pilatos, acusando-O de provocar rebelião ao ensinar o povo a não pagar impostos a César e de Se declarar rei (Lc 23:1, 2). Pilatos perguntou: “Você é o rei dos judeus?” Jesus respondeu: “O senhor está dizendo isso” (v. 3). Em seguida, Pilatos se voltou para os principais sacerdotes e declarou: “Não vejo neste homem crime algum” (v. 4). A interação foi tão breve que chega a soar irônica – Pilatos não via ameaça nenhuma e só queria se livrar do problema. Mas os inimigos de Cristo ficaram ainda mais decididos a garantir Sua condenação.
Depois, Pilatos levou Jesus para uma conversa reservada e voltou a insistir na mesma questão: “Você é o rei dos judeus?” (Jo 18:33). Jesus confirmou, mas deixou claro que Seu reino não é deste mundo (v. 36). E acrescentou: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz” (v. 37). Pilatos respondeu com a famosa pergunta: “O que é a verdade?” (v. 38). Foi um instante rápido, mas podemos notar um breve lampejo de reflexão – que ele não sustentou por muito tempo.
Mesmo reconhecendo a inocência de Jesus, Pilatos também queria agradar o povo e manter a popularidade. Tentando conter a fúria da multidão, ele propôs repetidas vezes que Jesus fosse açoitado e, depois, solto (Lc 23:16, 22). Mas, se Jesus era inocente – como o próprio Pilatos admitiu –, mandar açoitá-Lo já era uma injustiça. E, quando ele mostrou disposição de ceder um pouco, a pressão só aumentou.
A sugestão de libertar Jesus deixou o povo ainda mais exaltado. Procurando uma saída, Pilatos recorreu ao costume da semana da Páscoa e ofereceu libertar um prisioneiro. Apelando para algum senso de justiça, pediu que escolhessem entre Jesus e Barrabás – um criminoso conhecido, preso por roubo, assassinato e por liderar uma rebelião (Mt 27:15-18).
Pegando Pilatos de surpresa, o povo e os líderes religiosos gritaram: “Fora com este! Solte-nos Barrabás!” (Lc 23:18). Exigiram a crucificação de Jesus e a libertação de Barrabás.
Isso nos soa absurdo; e é mesmo. Mas precisamos encarar uma verdade: toda vez que escolhemos nossos pecados no lugar de Jesus, no fundo repetimos a mesma decisão. É como se disséssemos: “Não queremos que este homem seja o nosso rei” (Lc 19:14, NVI). “Não temos outro rei além de César!” (Jo 19:15, NVT). “Dê-nos Barrabás!” A realidade triste é que, por nós mesmos, não somos melhores do que eles.
Pense
Em quais situações você percebe a tentação de “escolher Barrabás” em vez de Jesus? Peça ao Espírito Santo que ajude você a enxergar isso com clareza e a resistir da próxima vez.
Versículos bíblicos
NVI-PT
