A casa de Deus
Êxodo 25:8
8 “E farão um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles.A glória do templo
comSENSO
“Eatrás do segundo véu, estava a sagrada shekhinah, a visível manifestação da glória de Deus, diante da qual ninguém, a não ser o sumo sacerdote, poderia entrar e sobreviver.
“O esplendor sem igual do tabernáculo terrestre refletia aos olhos humanos as glórias do templo celestial em que Cristo, nosso Precursor, ministra por nós perante o trono de Deus. A morada do Rei dos reis, em que milhares de milhares O servem, e miríades de miríades estão diante Dele (Dn 7:10) — aquele templo repleto da glória do trono eterno, onde serafins, seus resplandecentes guardas, cobrem o rosto em adoração —, não poderia encontrar na estrutura mais magnificente já construída por mãos humanas mais que um pálido reflexo de sua imensidade e glória” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 351).
“Durante séculos, os judeus haviam se esforçado em vão para mostrar que a promessa de Deus feita por Ageu havia se cumprido. Entretanto, o orgulho e a incredulidade lhes cegavam a mente ao verdadeiro sentido das palavras do profeta. O segundo templo não foi honrado com a nuvem de glória de Jeová, mas com a presença viva Daquele em quem habita corporalmente a plenitude da divindade (Cl 2:9) — que era o próprio Deus manifesto em carne. O ‘Desejado de todas as nações’ havia realmente chegado ao Seu templo quando o Homem de Nazaré ensinava e curava nos pátios sagrados. Com a presença de Cristo, e com ela somente, o segundo templo excedeu o primeiro em glória. Porém Israel havia afastado o Presente oferecido pelo Céu. Com o humilde Mestre que naquele dia saíra por seu portal de ouro, a glória havia se retirado para sempre do templo. Já se cumpriram as palavras do Salvador: ‘Eis que a vossa casa vos ficará deserta’ (Mt 23:38)” (ibid., p. 18, 19).
“A shekhinah [presença visível de Deus] se afastara do santuário, mas no Menino de Belém encontrava-se oculta a glória diante da qual se curvam os anjos. Essa inconsciente criancinha era o Descendente prometido da mulher, para quem apontava o primeiro altar, construído à porta do Éden. Ele era Siló, o doador de paz. Tinha sido Ele que Se apresentara a Moisés como o Eu Sou. Havia sido Ele quem, na coluna de fumaça e fogo, tinha servido de guia a Israel. Esse era Aquele sobre quem os profetas haviam predito. Era o Desejado de todas as nações, a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã. O nome daquele frágil bebê, inscrito nos registros de Israel, declarando-O nosso irmão, era a esperança da humanidade decaída. A criança por quem fora pago o resgate era Aquele que devia pagar o preço da redenção pelos pecados do mundo. Ele era o verdadeiro ‘grande Sacerdote sobre a casa de Deus’ (Hb 10:21), o líder de um ‘sacerdócio imutável’ (Hb 7:24), o intercessor ‘à direita da Majestade, nas alturas’ (Hb 1:3)” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 33).
Discuta em classe
Após o estudo desta semana, como você deseja se aproximar mais da presença de Deus?
Como o segundo templo superou a glória do primeiro templo?
Qual era o propósito de Deus ao fazer com que os israelitas construíssem um santuário? (Êx 25:8)
O que o fato de Deus querer habitar no meio de nós nos diz sobre nosso valor para Ele?
Versículos bíblicos
NVI-PT
