Cura no sofrimento
Coração despedaçado
comTEXTO
Uma das experiências mais difíceis que já tive que passar foi a morte de minha mãe, que faleceu aos 56 anos. Fiquei arrasado, com o coração despedaçado e enfrentando uma batalha espiritual. Sim, eu era pastor e liderava algumas igrejas, mas, quando isso aconteceu, minha fé atingiu o fundo do poço. O que piorou foram os comentários de amigos, familiares e até mesmo alguns colegas pastores. Eles tinham boas intenções, oferecendo palavras de “encorajamento”, como: “Você a verá novamente”, “Deus é tão bom por permitir que ela partisse tão rápido e sem dor!”, “Tudo ficará bem com o tempo.”
Embora todas essas declarações possam ter sido verdadeiras, elas não ajudavam. Eu não queria esperar para vê-la novamente; eu queria vê-la agora! Deus foi bom por permitir que ela morresse rapidamente? Mas por que ela teve que morrer? E tudo ficará bem com o tempo? Que tipo de conforto é esse? Pensei: “É muito fácil para você dizer isso.” Eu não queria ouvir nada, queria estar com minha mãe. A verdade é que nunca sabemos como a dor nos impactará até que a experimentemos em primeira mão. Desde então, aprendi que, em momentos de amarga tristeza, o silêncio é ouro. Às vezes, apenas estar presente e não dizer nada é a melhor ajuda e apoio que podemos dar.
Durante esta semana, estudaremos sobre como Deus caminha conosco pelo vale da dor e da perda. Vamos nos concentrar na dor que acompanha a morte, a perda de um emprego, da saúde, etc. – coisas que afetam nosso bem-estar emocional e mental.
Mergulhe + fundo
Leia, de Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v.2, capítulo 25: “Lições aprendidas nos meses de sofrimento”.
