Viver para a eternidade
Aparência exterior
comPREENDA
Na mente de muitos judeus da época de Jesus, riqueza e saúde estavam diretamente ligadas ao favor de Deus. Para desafiar esses conceitos, Jesus contou uma parábola surpreendente sobre um homem rico que vivia em luxo extravagante e ostentava sua riqueza com roupas elegantes e banquetes. Sua riqueza concedeu-lhe status de elite e tornou-o altamente estimado por toda a sociedade. As pessoas acreditavam que a riqueza daquele homem era um sinal de que ele era muito abençoado por Deus.
Jesus comparou esse homem rico a um mendigo pobre e desprezado chamado Lázaro. Muitos judeus teriam argumentado que todo o seu sofrimento e infortúnio na vida tinham alguma razão espiritual. Ele ou seus pais deveriam ter cometido pecados muito graves, resultando na maldição e no juízo de Deus, que se manifestavam na miséria dele. Na parábola, Lázaro sofria de problemas de saúde e de uma dolorosa falta de alimentos e de outros recursos básicos. Ele estava na base da sociedade, totalmente dependente da misericórdia dos outros. Além disso, ele sentia constantemente a condenação que recaía sobre indivíduos como ele.
No entanto, Jesus concluiu essa história de uma forma completamente oposta ao que os ouvintes esperavam. Ao morrerem, os dois personagens experimentaram uma inversão completa de papéis. Lázaro, o mendigo, foi levado ao seio de Abraão, enquanto o rico acabou no tormento do Hades. Jesus ensinou que a aparência externa das riquezas não indica necessariamente a bênção de Deus. E, por outro lado, o sofrimento de uma pessoa não pode ser interpretado como maldição divina. O mendigo Lázaro, apesar de sua vida de dificuldades, confiou em Deus e recebeu uma recompensa no Céu. O homem rico, que teve vida confortável, confiava em suas próprias riquezas e status e, ao fazê-lo, se afastou de Deus para sempre.
É interessante notar que o nome do mendigo Lázaro é destacado, enquanto o rico, próspero e influente, permanece anônimo. O homem rico certamente fez um nome para si mesmo nesta vida, mas, à luz da eternidade, ele será esquecido. Na parábola, Jesus revelou que é nesta vida que decidimos nosso destino eterno. O que realmente importa não é a aparência externa, mas onde está nosso coração e em quem confiamos.
Pense
Por que julgamos uns aos outros tão facilmente com base nas aparências? Como podemos ver as pessoas do modo que Deus as vê?
