06/04/2024
Conflito: Cosmovisão adventista sobre a luta entre o bem e o mal

A gênese de Satanás

7Sábado

Salmos 145:17

17 O Senhor é justo em todos os seus caminhos e é bondoso em tudo o que faz.

Não mais Lúcifer

comSENSO

“Com grande misericórdia, de acordo com Seu caráter divino, Deus suportou Lúcifer por muito tempo. O espírito de descontentamento e hostilidade nunca antes havia sido conhecido no Céu. Era um elemento novo, estranho, misterioso, inexplicável. A princípio, o próprio Lúcifer não esteve ciente da natureza verdadeira de seus sentimentos. Durante algum tempo, receou expressar seus pensamentos e planos; no entanto, não os repeliu. Não via para onde estava se deixando levar. Entretanto, esforços que somente o amor e a sabedoria infinitos poderiam imaginar foram feitos para convencê-lo de seu erro. Provou-se que sua hostilidade não tinha motivo, e ele foi levado a ver qual seria o resultado de persistir em revolta. Lúcifer estava convencido de que não tinha razão. Viu que ‘justo é o Senhor em todos os Seus caminhos, benigno em todas as Suas obras’ (Sl 145:17), que os estatutos divinos são justos, e que, como tais, ele os deveria reconhecer perante todo o Céu. Se tivesse feito isso, poderia ter salvado a si mesmo e a muitos anjos. Naquele tempo, ele não tinha repelido totalmente sua lealdade a Deus. Embora tivesse deixado sua posição como querubim cobridor, teria sido reintegrado em suas funções se estivesse disposto a voltar para Deus, reconhecendo a sabedoria do Criador e satisfeito por ocupar o lugar a ele designado no grande plano de Deus. Havia chegado o momento para uma decisão final; deveria render-se completamente à soberania divina ou colocar-se em aberta rebelião. Quase chegou à decisão de voltar, mas o orgulho o impediu de fazer isso. Era um sacrifício grande demais, para quem fora tão altamente honrado, confessar que estivera equivocado, que seus pensamentos eram errados, e render-se à autoridade que ele havia procurado provar que era injusta.

“Um compassivo Criador, sentindo terna piedade por Lúcifer e seus seguidores, procurava fazê-los retroceder do abismo de ruína em que estavam prestes a imergir. No entanto, Sua misericórdia foi mal interpretada. Lúcifer apontou a longanimidade de Deus como uma prova de sua superioridade, como indicação de que o Rei do Universo ainda concordaria com suas imposições. Declarou que, se os anjos permanecessem firmes com ele, poderiam ganhar tudo que desejassem. Defendeu persistentemente sua conduta e se entregou amplamente ao grande conflito contra seu Criador. Assim foi que Lúcifer, ‘o portador de luz’, aquele que participava da glória de Deus, que servia junto ao Seu trono, tornou-se, pela transgressão, Satanás, o ‘adversário’ de Deus e dos seres santos e o destruidor daqueles a quem o Céu confiou à sua guia e guarda” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 14, 15).

“Banindo Satanás do Céu, Deus declarou Sua justiça e manteve a honra de Seu trono. No entanto, quando o ser humano pecou, cedendo aos enganos desse espírito apóstata, Deus ofereceu uma prova de Seu amor, entregando o Filho unigênito para morrer pela raça decaída. Na expiação, o caráter de Deus é revelado. O poderoso argumento da cruz demonstra a todo o Universo que o governo de Deus não foi, de forma alguma, responsável pela conduta pecaminosa que Lúcifer adotou” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 418, 419).

Discuta em classe

Como o caráter amoroso de Deus é revelado na maneira como Ele tratou Lúcifer?

Como Deus responde às mentiras de Satanás?

Como Jesus revelou o caráter de Deus?

Como a cruz refutou para sempre as alegações de Satanás?

O que teria acontecido se Lúcifer tomasse o lugar de Deus?

Por que o orgulho e a ambição egoísta são traços de caráter tão perigosos?

Versículos bíblicos

NVI-PT

Salmos 145:17 17 O Senhor é justo em todos os seus caminhos e é bondoso em tudo o que faz.

Comentários da comunidade