O autor do mal
Desmascarando o enganador
comSENSO
“Ao lidar com o pecado, Deus poderia empregar apenas a justiça e a verdade. Satanás podia fazer uso daquilo que Deus não usaria: adulação e engano. Ele havia procurado falsificar a Palavra de Deus e distorcia Seu plano de governo perante os anjos, alegando que o Senhor não era justo ao estabelecer leis e regras para os habitantes do Céu. Dizia também que, ao exigir submissão e obediência de Suas criaturas, Deus estava apenas procurando a própria exaltação.
“Portanto, deveria ser demonstrado perante os habitantes do Céu e de todos os mundos que o governo de Deus é justo e Sua lei é perfeita. Satanás tinha dado a impressão de que estava procurando promover o bem do Universo. O verdadeiro caráter do usurpador e seu objetivo real deveriam ser compreendidos por todos. Deveria ser dado um tempo para que seus atos de maldade mostrassem quem ele realmente era.
“Satanás atribuiu à lei e ao governo de Deus a discórdia que seu próprio procedimento havia provocado no Céu. Ele declarou que todo o mal era resultante da administração divina. Alegou que seu objetivo era melhorar os estatutos de Jeová. Assim sendo, era necessário que demonstrasse a natureza de suas reivindicações e provasse o efeito de suas propostas de mudança na lei divina. Sua própria obra deveria condená-lo. Satanás afirmou desde o princípio que não estava em rebelião. Todo o Universo deveria ver o enganador desmascarado.
“Mesmo quando foi decidido que ele não mais poderia permanecer no Céu, a Sabedoria infinita não destruiu a Satanás. Visto que apenas o serviço por amor pode ser aceito por Deus, a submissão de Suas criaturas deve se basear na convicção de Sua justiça e benevolência. Os habitantes do Céu e de outros mundos, não estando preparados para compreender a natureza ou consequências do pecado, não poderiam ter visto naquele momento a justiça e misericórdia de Deus com a destruição de Satanás.
“Se ele tivesse sido imediatamente exterminado, teriam servido a Deus por medo, e não por amor. A influência do enganador não teria sido destruída por completo, e o espírito de rebelião não teria sido totalmente desarraigado. Devia ser permitido que o mal amadurecesse. Para o bem de todo o Universo ao longo dos séculos da eternidade, Satanás devia desenvolver de forma mais completa seus princípios. Isso faria com que todos os seres criados pudessem ver o verdadeiro caráter das acusações feitas por ele contra o governo divino, e a justiça e misericórdia de Deus, bem como a imutabilidade de Sua lei, ficariam para sempre livres de qualquer contestação” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 417).
Discuta em classe
Como a parábola do trigo e do joio ilustra o grande conflito entre o bem e o mal?
Por que Lúcifer, e não Deus, é responsável pela origem do mal?
Por que Deus permite que existam pessoas más entre aqueles que afirmam seguir um Deus bom?
O que podemos aprender sobre o caráter de Deus pela maneira como Ele lida com o pecado e o mal no mundo?
Como podemos permanecer fiéis a Jesus diariamente?
