Lição Jovem de Hoje

Escola Sabatina Jovem (IASD) - Leitura diária

01/09/2026
Resgate: As cenas finais da vida de Cristo

O Rei na cruz

3Terça-feira

Salmos 22

1 Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia? 2 Meu Deus! Eu clamo de dia, mas não respondes; de noite, e não recebo alívio! 3 Tu, porém, és o Santo, és rei, és o louvor de Israel.

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Abandono, angústia e rejeição

As multidões que zombavam foram silenciadas por uma escuridão que caiu sobre o Calvário exatamente ao meio-dia. Depois de três horas de intenso sofrimento espiritual, Jesus clamou: “Meu Deus! Meu Deus! Por que Me abandonaste?” (Mt 27:46, NVI). Talvez não exista sensação pior no Universo do que ser abandonado. O abandono é pior do que simplesmente uma punição. Naquelas horas de trevas, a dor física foi apenas uma pequena sombra diante do sofrimento interior, muito mais profundo.

Jesus normalmente iniciava Suas orações com o termo afetuoso “Pai” (em aramaico, Aba). Mas, naquele momento, Ele não usou essa palavra, pois Se sentia completamente separado e sozinho. Nossos pecados O separaram do Pai. Ele foi esmagado por uma das perguntas mais inquietantes da história: “Por quê?” Por que isso? Por que Comigo? Por que agora? Sem nenhuma resposta do Céu, Jesus precisou enfrentar tudo pela fé. Não houve voz alguma dizendo: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me agrado”, como no batismo (Mt 3:17). Ele já não via o sorriso do Céu sobre Si. Profundas trevas cercaram Sua alma.

“Meu Deus! Meu Deus! Por que [...]?” Essas mesmas palavras, escritas sob inspiração divina, foram ditas pelo rei Davi no Salmo 22:1, uma bela profecia messiânica. A precisão do Salmo 22 impressiona. O verso 16 revela que as mãos e os pés de Jesus seriam traspassados. Na época de Davi, a crucifixão ainda não fazia parte do cenário. Esse formato de execução passou a ser usado a partir do 6o século a.C. e seria mais tarde amplamente praticado pelos romanos. Os versos 7 e 8 antecipam o desprezo que Jesus suportaria na cruz. O verso 18 diz que dividiram Suas vestes entre si e lançariam sortes sobre Sua túnica. É extraordinário que tudo isso tenha sido escrito centenas de anos antes e se cumprido enquanto Jesus estava pendurado na cruz.

Aquela pergunta, que à primeira vista parece um grito de derrota, não é a única parte do Salmo 22 que tem relação com o que Jesus viveu. Ao longo do salmo, vemos sentimentos intensos que Ele experimentou na cruz: abandono, rejeição e dor profunda. No entanto, o verso 21 marca uma virada. O tom dos versos 1 a 20 é o de alguém que se sente ignorado e esquecido, mas o verso 21 termina dizendo: “Sim, Tu me respondes.” A partir daí, o salmo se transforma em louvor e cântico de vitória.

Qual foi a pior dor que você já sentiu? Como você imagina a dor que Jesus enfrentou?

Versículos bíblicos

NVI-PT

Salmos 221 Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia? 2 Meu Deus! Eu clamo de dia, mas não respondes; de noite, e não recebo alívio! 3 Tu, porém, és o Santo, és rei, és o louvor de Israel.
Mateus 3:17 17 Então uma voz dos céus disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado”.
Mateus 27:46 46 Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?”, que significa “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”

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